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sábado, 31 de julho de 2010

Hoje foi dia de rever 'amigos'.

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Hoje logo cedo, Steven, o Policial que me emprestou o Modem 3G para usar, esteve aqui no Posto para saber como estava indo tudo.
Fizemos umas fotos e ele falou da vontade que tem em aprender português para poder conversar com pessoas do Brasil na internet.
A vantagem aqui é essa. A qualidade das pessoas, sua simpatia e inteiração com os visitantes. desde que cheguei, todas as pessoas que passam pelo posto vem falar comigo. Mostram interesse e curiosidade pela viagem, querem saber detalhes, trocar idéias, experiências, coisas que não se vê na Nicarágua. Já em Honduras, dependendo da região, isso também acontece, mas não é uma constante como aqui. É isso que eu extranho, sinto falta desse 'calor humano'.

Também fiz uma foto com Felipe, filho de Luiz, irmão mais novo de Érica, que foi quem eu tive meu primeiro contato logo que cheguei aqui.

Foi ele quem abasteceu a 'Guerreira' e quem foi perguntar a Demétrio e Luiz se eu poderia ficar aqui, (comédia), por uma noite.

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Está chegando a hora de seguir.

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Está chegando o momento de me ir para a Guatemala. Saio na terça-feira, logo com os primeiros raios de sol.
Ontem fomos eu e Luiz, até a capital, San Salvador e aproveitei para comprar o óleo da moto que já estava no período da troca, três mil quilômetros. O preço: USD 7,00, mas, depois da 'chorada' e muita pechincha, fechamos nos 5, para eu levar 2 litros. A última troca, havia sido ainda no Panamá.
Consegui uma foto do Vulcão de San Vizente, desta feita sem nuvens no topo, na cratera, a primeira que faço de um 'limpo'.

Também, quando chegamos a Capital, fiz uma foto da Praça Salvador Del Mondo, a principal de San Salvador e que está sendo preparada para os festejos ao padroeiro que começa, agora, nesta segunda-feira e vai até o próximo domingo, com um 'feriadão' de oito dias, coisa de fazer inveja, aos brasileiros que adoram um.

Hoje, fiz a troca do óleo e, como sempre faço, aproveitei para dar um 'check-in' na 'Guerreira', a começar pela vela de ignição, que mais uma vez me surpreendeu, pois, esta foi trocada ainda no Ecuador, a 3.200 mts de altitude, onde a queima é muito 'pobre', mas, mesmo assim, como se pode ver na foto, está perfeita.
Foi só o trabalho de tirar e colocá-la de volta no lugar. Eletrodo, queima, miolo, tudo perfeito e seco. Depois vem os 'pela-sacos' dizer que a Kansas 150cc é uma merda. Concordo, com a 'merda', mas não sobre a Kansas e sim sobre 'eles' próprios, uns merdas que não sabem pilotar, manutenir e repassam sua incompetência para cima da 'coitada' da moto!
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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Terça-Feira, 27/07/2010 - Depois da Tempestade a Calmaria.

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Depois do amanhecer de ontem, rodeado de Jararacas, hoje, pelo menos, não tive nenhuma surpresa logo pela manhã, a não ser o fato de ter-me esquecido de comprar açúcar e por isso meu primeiro café, matinal foi amargo.
Graças a Deus estou muito bem instalado aqui no Posto La Roca. Todos, sem execssão são bastante amistosos, simpáticos e a todo momento, Luiz, está sempre buscando me agradar, oferecendo algo para comer, me dando café, (já que o que eu tenho é a 'porcaria do instântaneo'), enfim, eu não poderia estar melhor. Pena que aqui não tem internet, senão seria o lugar perfeito.
Ontem conheci a filha de Luíz, Érica, uma menina muito legal também assim como o pai. Tem uns 17 anos, e me deu para comer 'mamones', uma fruta mais ou menos parecida com um 'coquinho' ou com uma 'jabuticaba', sendo que este é verde e sua casca, é algo duro, que você corta pressionando com a unha e depois de cortado um pedaço todo o resto sai como se fosse uma capa.

Tem a polpa macia, é meio amargo, porém muito gostoso, e lembra mais ou menos de longe, seu sabor, a Acerola.
Hoje, quando chegou, Luiz, depois de e cumprimentar e procurar saber se eu havia sido 'incomodado' por serpentes esta manhã, me disse que iria busca o 'desayuno', café-da-manhã' de todo e qu eu não fizesse nada pois traria um para mim também.


Ao contrário do que estamos acostumados, aqui nesses países, depois da Colômbia, o café-da-manhã, é nada mais nada menos que um 'almoço'.
O 'desayuno' tem: Arroz, Feijão, Ovos Mexidos com tomate e pimentão, duas colheres, cheias, de 'Queso Crama', (requeijão), e duas tortillas, (uma panqueca feita com farinha de milho e água).
Realmente é muito gostoso, porém eu dispenso as 'tortillas'. Não consigo me habituar a comê-las. Tem um gosto forte, (depois de assada no fogo), de milho, sem sal, uma coisa, 'sosa' e também me lembra um pouca as 'malditas' Arepas da Venezuela, um horror.
Vou continuando por aqui, pelo menos até a próxima terça, quando meu pagamento estará disponível e aasim vou poder seguir para a Guatemala e depois México, praticamente direto, já que quero este ano estar em Manhatham para o Natal e festas de fim de Ano!
Também encontrei o óleo MOTUL, porém, o 2000, ou seja, 15W-50, que é mais para motores que rodam em clima mais frio, mas o preço, até que não é ruim aqui não. Sete Dólares e Cinquenta, 1/4 de Galão / 1 litro. Creio que mais para a Capital eu encontre o 3000, já que já estou no limite de fazer a troca. Estou com 25.600 kms, logo, quase 3.000 kms desde a última troca, ainda no Panamá.
Os preços das motos e carros aqui são absurdos. Hoje estava lendo os classificados no Jornal El Diário de Hoy, e, encontrei várias motos grandes para a venda. Uma KTM 950, por 6.500, Dólares, várias Suzukis GS, todas na faixa de 4.000, e Yamahas R6, por 3.000 Dólares, ou seja, quem pensa em trocar de moto, creio que o lugar é aqui.
Carros, tipo utilitários, pick-ups, a diesel de um modo geral, Toyota, Nissan, Chevrolet, saem na faixa de 4 à 10 mil dólares, dependendo do modelo e ano.
Mesmo sendo um país pequeno, pobre e recém saído de uma guerra, El Salvador é um lugar muito bom e barato para se viver, pois, também andei sondando, aluguéis, giram em torno dos 200 Dólares, uma boa casa com 2 Quartos, Sala, Cozinha, em bairros bons.
Fiquei abendo também, quando fui comprar alguns mantimentos, que aqui, em San Vicente, há cerca de dois anos estiveram vários brasileiros trabalhando no reparo e conserto das turbinas de uma HidroElétrica, pela empresa 'Artom', creio ser assim que se escreve, e fizeram muitas amizades, logo, aqui, nós 'brazucas' somos muito benvindos.
Posso dizer e assegurar que, para quem tiver tempo é claro, que El Salvador é 'passagem obrigatória' para se conhecer e desfrutar de um país calmo, tranquilo, de pessoas amigas, generosas e simpáticas. Desde que cruzei a fronteira, em Honduras, no sábado, onde que eu chegue, todos, sem excessão, estão com um sorriso bem grande estampado no rosto, o que dá satisfação à você e faz com que queira interagir. Isso é o que deveria ser uma constante em todos oa países, mas que infelizmente, não é!

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Segunda-Feira, 26/07/2010 - Eu no ninho das serpentes!

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Como de hábito quando estou na estrada, logo que começou a clarear eu já me despertei. É engraçado pois, parece que meu relógio biológico se adéqua instantaneamente quando eu me ponho a ‘rodar’.
Levantei, saí da barraca, peguei as coisas para fazer um café, água, o nescafé, açúcar, o ‘porta-trecos’ onde levo os talheres, fogareiro, minha banqueta de campanha, e me pus a esquentar a água.
Passado o tempo, tudo pronto, pus o café na térmica e enchi um copo para meu primeiros goles matinais como faço sempre de costume e me sentei à frente da barraca para saboreá-lo enquanto que Sebastian, o segurança do posto, que havia acabado de chegar, se aproximou e me presenteou com uma bandeira de El Salvador e ficamos ali conversando.

Não demorou muito, Sebastian saiu pegou uma pedra e olhando para detrás de onde eu estava sentado, mirou e mandou ver. Na hora, imaginei que fosse uma gambé, um iguana, um lagarto, mas para minha surpresa não era nada disso. Eram COBRAS! Muitas COBRAS. JARARACAS!
Nunca em minha vida eu havia visto tantas cobras juntas em tão pequeno espaço. A cada uma que jogávamos pedras para tentar matar, apareci outra. Ou seja, eu estava, literalmente dentro do NINHO das SERPENTES e o pior, passei a noite toda ali, com elas.
Por sorte e, graças a chuva que caiu até as duas da manhã, eu não saí da barraca, nem mesmo para urinar, o que é raro, mas como eu tinha uma garrafa vazia de água dentro da barraca e para não correr risco de entrar ‘sancudos’, (mosquitos), esta noite não segui minha rotina.

Consegui acertar uma na cabeça, de pronto ela se pôs atordoada e eu pude assim, com um grande vergalhão acabar de matá-la, mas cada vez mais apareciam mais cobras.
Num ‘refresco’, aproveitei para arrancar as estacas da barraca, e assim com a ajuda de Sebastian e do frentista que já havia chegado para trabalhar, mudei a barraca de lugar, mais para o centro do terreno do posto, longe de lugares propícios e que agrade as ‘serpentes’.
Voltei e junto com Sebastian, o frentista e outras pessoas começamos a fazer ‘pedra ao alvo’ nas Jararacas e no final conseguimos matar cinco.

Imaginem vocês o risco que eu corri a noite, se eu, por ventura, tivesse saído da barraca por qualquer motivo.
Não sei quando vou atualizar, pois, como disse, em El Salvador os serviços de Internet são bem restritos, nem todo lugar ou cidade conta com esta infraestrutura, mas certo que em San Salvador eu terei, porém só vou para lá daqui uma semana.


Outra coisa que não comentei, é que do dia 2 de agosto, para adiante, por seis dias, comemora-se o padroeiro do País e da Capital, San Salvador, logo, creio ficarei até lá no País para fazer umas fotos da comemoração e dos festejos, já que os Guardas na Aduana, é que me avisaram sobre esta data sugerindo que eu ficasse por pelo menos um dia para assistir.

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Domingo, 25/07/2010 - Dia de comer Robalos Fritos com os amigos!

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Bom, o domingo no posto foi tranqüilo, com Demétrio, um dos sócios se preparando para ir a Guatemala, até a fronteira do México, enquanto que Luiz, o outro sócio e meu ‘xará’, ficaria cuidando de tudo.
Logo que chegaram de manhã, os dois me procuraram para dizer que eu podia ficar aqui pelo tempo que quisesse. Que não necessitava ir-me para nenhum outro lugar e, conforme havia prometido Demétrio, tirou a máquina que estava na construção para que eu pusesse ali a barraca para me situar.
Ficamos de papo o resto do dia, e à tardinha, quando as vendedoras de pescado chegaram, eu, fui buscar um peixe para comermos, mas, minha surpresa foi que, os peixes eram Robalos, uns mais pequenos, com cerca de 350 gr cada e outro maiores com cerca de 800 / 1 kg, o preço: - 6 Dólares, mais ou menos 2 Quilos. Brincadeira não.
Depois de estar com o peixe na mão, 9 pequenos, fui à cata de uma farinha qualquer para fritá-los já que aqui não se tem o costume de fritar peixes com nenhum tipo de farinha. Pega-se pura e simplesmente as postas e se joga no óleo quente.
Depois de ir a 3 biroscas, achei uma que tinha um pouco de farinha de ‘maiz’, (milho), mas não pensem que é fubá não, nada a ver com o nosso fubá. Parece uma farinha de trigo, sendo que é de milho.
Voltei ao posto e me pus a preparar tudo para comermos. Deu 14 postas, para nós que éramos três a comer. Foi simplesmente delicioso.
A noite caiu e eu me fui para minmha primeira noite em minha barraca, porém, se imaginar o que se passaria na manhã de segunda-feira.
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Sexta, 23/07/2010 - Honduras foi passagem! Entrando em El Salvador.

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A princípio minha idéia era a de ficar rodando por Honduras, indo de cidade em cidade, usando as coordenadas que peguei de pousos, para ganhar tempo até o dia 3, quando então sairia do país, possivelmente por Corinto, uma fronteira, mais para o Atlântico e de lá vir descendo por toda a Guatemala até a fronteira com o México. Porém quando cheguei a Jicaro Galan, no trevo da estrada que para esquerda leva a fronteira com El Salvador, como eu não tinha pressa de chegar a lugar nenhum, resolvi percorrer os 50 Kms até lá para pelo menos checar ‘o gasto’ que eu iria ter quando fosse entrar no país.
Tomei um cafezinho num bar dali e segui rumo a Amatillo, cidade da fronteira com El Salvador. Fui tranqüilo, passeando ‘literalmente’. O que não tem remédio, remediado está. Como o ‘estupro’ era inevitável, resolvi seguir o conselho de ‘Suplicy’ e relaxei para ‘gozar’.
Como nas fronteiras anteriores, logo que você chega, uma ‘renka’ de zangões te cerca e ficam em cima de você se oferecendo para ‘ajudar’ nos tâmites, claro, mediante a um ‘pequena’ colaboração que varia de 30 a 50 Dólares.
Eu já estou farto disso e agora vou logo dando patada neles, seja o país que for. Mal eu passei o obelisco que há no posto fronteiriço, um ‘babaca’ desse, que vinha correndo me seguindo, assoviando me chamando, não faço idéia desde onde, só sei que parei a moto, e muito puto, perguntei a ele se eu havia dado alguma condição de que queria ‘seus serviços’. Sem graça, claro, depois do esporro, ele se foi e eu segui em frente até o lado Salvadorenho, sendo então parado por um agente da imigração que me pediu os papéis e eu disse que ainda não havia feito minha saída de Honduras que estava ali apenas para checar os custos que eu teria para entrar no País.
Muito solícito e simpático, coisa que eu não via nas pessoas, principalmente agentes de autoridades, desde a Nicarágua, este funcionário me disse que em El Salvador, não se pagava coisa alguma para entrar, tampouco transitar. Que eu podia voltar a Honduras e fazer os trâmites de saída que estava tudo ‘listo’ e eu poderia ir-me a seu país se assim eu desejasse naquele momento mesmo.
Tranquilo, pois agora sabia não teria despesa alguma, voltei até o lado hondurenho, fui até o posto de gasolina, abasteci a ‘Guerreira’, voltei e logo um cara que talvez tenha visto eu dar o esporro no ‘zangão’, quando cheguei, se adiantou apresentando-se como autoridade Aduaneira e de Imigração, pediu meu passaporte e documentação da moto e resolveu tudo em cerca de 15 minutos, me liberando assim para atravessar e deixar o país, ‘masssssssss’, tive de pagar 10 Dólares de “trâmites migratórios”.


Tranquilésimo a entrada em El Salvador. Menos de cinco minutos eu já estava na estrada rumo a Aduana, que fica distante uns 3 quilômetros para fazer a permissão de trânsito para a ‘Guerreira’.
Além de não se pagar porra nenhuma, tanto para entrar no país como para transitar nele com seu veículo, você ganha 60 Dias para ficar com seu carro, moto, o que for , transitando. Além disso as autoridades e funcionários são extremamente gentis, cordiais e educados. Tratam você sempre com um sorriso no rosto, estão disponíveis para ajudá-lo e orientá-lo no que for necessário, em resumo: Totalmente diferente dos outros dois Países!

Resolvida a papelada da ‘Guerreira’, que mais uma vez, passou outra fronteira sem nenhum tipo de incômodo, revista, nada, segui em frente procurando o local das coordenada para ‘cair’.
Fui até a cidade de Santa Rosa de Lima, no caminho, para sacar dinheiro, meus últimos 100 Dólares, e voltei a ‘carretera’, sempre seguindo o rumo Norte.
Cheguei a cidade de São Miguel, onde o GPS me levou. Infelizmente o estacionamento e parada para RVs, (MotorHomes), não existia mais. No seu lugar agora há um colégio.
Se eu seguisse direto, fatalmente domingo, 25/07, já estaria em San Salvador, capital, o que para mim é no momento inviável pela falta de grana, sendo assim, segui sempre buscando já um lugar legal para me instalar por pelo menos uma semana.
Hoteis e hostals, estão fora de cogitação, pois, aqui são bem caros... Na faixa de 20 Dólares a diária, sem internet, que também aqui é algo ainda um pouco ‘restrito’.
Parei num posto de gasolina para atualizar o GPS e lançar o mapa detalhado de El Salvador, já que este ainda não havia sido carregado no SD e com isso ter mais detalhes das cidades, estradas e ruas de El Salvador.
Também comprei um pacote de ‘chourizos’, (lingüiça), um pacote pequeno de massa de tomate, um tomate e uma cebola mais adiante numa pequena ‘venda’ e ali mesmo cozinhei um almoço, (arroz, com linguiiça ensopada com tomate e cebola), e comi bem, tudo por 1 Dólar.


Segui em frente até chegar na cidade de São Vicente, onde o tempo começou a fechar e, também logo após o trevo de entrada para a cidade, haviam moças vendendo peixe fresco e, mais adiante, outra vendendo ‘Pitús’, (camarão de água doce), enormes. Não resisti... tive de parar.
Perguntei quanto custava. Para minha surpresa, 5 Dólares uma bacia com mais ou menos 1 Quilo de Pitús.
Perguntei então, a moça, por quanto ela me venderia 5 unidades, pois eu não tinha onde guardar, e comeria eles imediatamente, no posto de gasolina, ao lado de onde elas se encontravam, e onde, eu pretendia ficar, se, os responsáveis me autorizassem.
Muito sorridente e brincalhona ela de início disse que não podia vender assim, mas vendo minha sinceridade e que de fato um quilo era muito para mim sozinho, fez os 5 Pitús, por 2 Dimes, coisa de 20 centavos de Dólar, ou, R$ 0,40 de Real.
Voltei até o posto, e depois de abastecer novamente a ‘Guerreira’, (gasolina aqui é barata, 3,33 dólar o Galão/4lts), perguntei ao frentista se eu podia passar a noite ali. Este foi até os proprietários e logo recebi ‘sinal verde’ para ficar.


Todos no posto são muito legais. Os sócios, proprietários e o filho, que me atendeu, de 16 anos. Logo fizemos uma pequena interação e eu pus os camarões no fogo para comer e, nesta ocasião, super, ultra, especial, me dei ao luxo, mesmo sem beber nada ‘alcoólico’, de tomar uma lata de cerveja saboreando os ‘Pitús’ com pão de forma que eu havia comprado em Choluteca. Foi um banquete.
A noite, enquanto conversávamos sobre minha viagem e sobre a ‘saga’ que está sendo para mim este final de mês, depois de ter sido roubado em Nicarágua e Honduras, pelo governo deles, Demétrio, um dos sócios, me disse que se eu quisesse, poderia ficar aqui até o dia 3, tranquilamente e que no domingo, tiraria uma máquina que estava numa construção de lojas aqui no posto, para eu por dentro minha barraca e assim ficar melhor acomodado.
Agradeci e aceitei a oferta. Mesmo sem ter internet próxima, para mim esta semana parada aqui será excelente, pois, além de ser um lugar bem seguro, já posso dizer que estou entre amigos. Eles colocaram a minha disposição toda a infra-estrutura do posto. Tenho lugar para tomar banho, para cozinhar, enfim estou muito bem instalado e agora posso ficar tranqüilo quanto ao meu dinheiro e tempo em El Salvador, até o momento o país melhor desse eixo Nicarágua X Guatemala!

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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quinta-Feira, 22/07/2010 - Saindo da MERDA!

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Pois é, saí finalmente da porra da Nicarágua. Estou já em El Salvador e farei um breve resumo do que foi tudo, desde quinta-feira, até hoje, domingo.
Nem bem o dia clareou eu já, me levantei, coloquei as últimas coisas na moto, bem apressadamente, enquanto a ‘infeliz’ que levou umas porradas do marido também se levantava e logo que o GPS rastreou os satélites pedi que abrisse o portão daquela merda para eu sair logo.
Nem me despedi, acelerei e ralei de uma vez rumo a Chinandega para pegar o Visa de Honduras e tentar ainda naquele dia mesmo atravessar de uma vez a fronteira.
Mais uma vez, foi tranqüilo os trâmites no Consulado, que, em Chinandega, não passa de uma pequena casa alugada, bem pequena mesmo, onde na sala, fica a recepção, e num dos quartos o ‘escritório do Cônsul’.
Mais uma facada. Trinta Dólares para ‘sacar’ o Visa. Mas tudo bem, diante da proximidade de deixar para trás aquele paizinho de merda!


Quase chegando a fronteira, encontro um francês pedalando, no mesmo rumo que eu. Parei, fiz umas fotos nos apresentamos e Antônio me disse que estava a caminho do México, vindo do Chile. Este é corajoso.

Cheguei na fronteira, me dirigi a imigração, dei meu passaporte e em menos de 5 minutos já estava formalmente fora da Nicarágua, não, sem antes pagar mais 2 Dólares, por “trâmites migratórios”.
Me dirigi a Aduana para ‘baixar’ os documentos da ‘Guerreira’, já imaginando de quanto seria a ‘facada’, surpresa: Nada, pelo menos a moto não precisou pagar para deixar a ‘merda’.
Saí do prédio e quando e quando me preparava para subir na moto, chega um ‘infeliz’ da Imigração nicaragüense, com um pretexto de ‘pesquisa’ querendo saber as minhas impressões sobre o país.
Nem preciso falar tudo o que eu disse para o ‘incauto cidadão, finalizando dizendo a eles que, mesmo ladrões e usurpadores que eles são, como todo ‘esperto –bobo’, eles cobram somente 2 Dólares na saída, quando se cobrassem 100, qualquer turista pagaria sem reclamar, diante do prazer e da felicidade de estar deixando para trás um PÁIS DE MERDA como é a Nicarágua.
Tentando se rasgar em desculpas, mas sem nenhuma possibilidade para isso, o ‘babaca’ ouviu eu despejar toda a minha ira sobre seu país e suas autoridades, findando comigo ligando a moto e saindo e deixando-o plantado como um ‘dois de paus’.

Do outro lado, por ser quase meio-dia, eu perdi um tempinho maior, por conta do horário de almoço, mas já fui adiantando meus trâmites de imigração, onde também, tive de pagar mais 10 Dólares, mesmo com o Visa, de ‘trâmites imigratórios’, e, a uma da tarde a responsável pela Aduana, me atendeu, preenchendo toda a papelada de trânsito da ‘Guerreira’ e, mais uma vez, eu pagando 615 Lempiras, coisa de 40 Dólares.
Saí e fui direto para Choluteca, a cidade que me dava duas opções de rota, já que diante de tantos gastos e de tantas despesas, com os chamados, “trâmites migratórios”, novo termo usado para definir “roubo” nesses países, eu já estava convicto de que pagaria mais uma ‘grana’ para entrar em El Salvador, se assim eu desejasse ir direto, mas a falta de ‘recur$o$’, naquele momento falava mais alto.
Também descobri, na fronteira em Honduras que o visto que você recebe quando entra na Nicarágua, é válido, por 90 dias, porém, é para atravessar os 4 Países, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala, sendo que o veículo, varia de país para país, tendo nos dois primeiros somente 30 dias de trânsito permitido. Ou seja, pagasse um absurdo e ainda tem um tempo pequeno para usufruir.
Cheguei ao estacionamento, das coordenadas que peguei de outro viajante na Internet e que cruzou toda o Centroamérica, colocando no seu Blog, todos os pontos de dormida e, isso para mim foi um ‘presente’.

Precisa e correta a coordenada me levou a um grande estacionamento de caminhões, de uma empresa petro-química, um pouco afastado da rodovia, numa área de preservação, mas um local bem seguro haja visto, o movimento de caminhões e a própria segurança da empresa.
Fiz meus contatos e apresentações, perguntei a segurança se haveria problema de eu ficar ali por uma noite, sendo autorizado, tranqüilo, mas mesmo com tudo isso, logo que a noite caiu e os ‘sancudos’, (mosquitos), atacaram eu peguei minhas coisas e fui para um posto de gasolina às margens da rodovia, onde passei a noite e, já no sábado, logo com os primeiros sinais de luz, eu meti o pé, ainda, com a idéia de seguir por Honduras, para fazer hora e ganhar tempo até dia 3, quando meu pagamento está disponível em meu VTM.

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